Boi do Favela em São Luís, o bumba meu boi de Porto Franco na Feira do Empreendedor

Batalhão do Boi do Favela posado na Beira-Mar de São Luís, com o mar ao fundo e o boi deitado no chão

Índice

O Boi do Favela se apresentou em São Luís pela primeira vez. Foram 12 integrantes da CIATDAL nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, na 12ª Feira do Empreendedor do Maranhão, levando o bumba meu boi de Porto Franco para a capital do estado.

O grupo saiu de Porto Franco no dia 13 de agosto, às 19h, em um ônibus locado pelo SEBRAE Maranhão. Chegou a São Luís no dia seguinte, às 7h da manhã, depois de uma noite inteira de estrada.

Foram duas apresentações na feira, mais as gravações de videoclipe no Centro Histórico e na Beira-Mar. Para todos os 12, era a primeira vez que se apresentavam com bumba meu boi na capital.

Batalhão do Boi do Favela posado na Beira-Mar de São Luís, com o mar ao fundo e o boi deitado no chãoBatalhão completo do Boi do Favela em apresentação no Multicenter SEBRAE, durante a 12ª Feira do Empreendedor do Maranhão

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A viagem do Boi do Favela a São Luís em números

12integrantes na viagem
03ônibus na caravana da região
12hde estrada até a capital
02apresentações na feira
02dias de participação
1ªvez do grupo em São Luís com o boi

Quando foi e como o grupo chegou até lá

A 12ª Feira do Empreendedor do Maranhão aconteceu nos dias 14, 15 e 16 de agosto de 2026. A participação da CIATDAL foi nos dias 14 e 15.

A saída de Porto Franco foi na noite do dia 13, às 19h. O grupo viajou em caravana, junto com participantes de outros municípios do Sul do Maranhão.

Ao todo três ônibus saíram da região com destino à capital. A chegada em São Luís foi às 7h da manhã do dia 14, direto para o primeiro dia de feira.

Quem foi na viagem

Foram 12 pessoas ao todo. Dez integrantes do corpo de baile, o miolo e o marcador.

No bumba meu boi, cada uma dessas funções tem um papel definido dentro da brincadeira.

  • Corpo de baile. São os brincantes que dançam, sustentam a coreografia e dão o corpo do batalhão
  • Miolo. É quem fica dentro da armação do boi e faz o animal ganhar vida, com o gingado e a reação a quem está em volta
  • Marcador. É quem comanda o ritmo e conduz a apresentação, marcando a entrada de cada parte

É o mesmo batalhão que sai todo ano nas ruas de Porto Franco durante a temporada do Boi do Favela.

Como a viagem foi bancada

O principal apoiador foi o SEBRAE Maranhão, responsável pela locação do ônibus e pela disponibilização das vagas para a viagem.

A CIATDAL entrou com o restante, custeando alimentação e hospedagem dos 12 integrantes durante os dias em São Luís.

Esse arranjo é o que permite que um grupo cultural do interior chegue a um evento desse porte. Sem o transporte bancado por um parceiro, a viagem não acontece.

Brincantes do Boi do Favela dançando no piso xadrez do Multicenter SEBRAE, em São LuísBrincantes do Boi do Favela em apresentação com o público da feira assistindo em volta, em São LuísO boi do Boi do Favela em movimento na apresentação em São Luís, conduzido pelo mioloIntegrantes do Boi do Favela da CIATDAL posados no painel de ESG, turismo e economia criativa da Feira do Empreendedor

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O que o grupo foi fazer na Feira do Empreendedor

A participação teve três frentes dentro da programação da feira.

  • Apresentação com o batalhão completo, com o boi inteiro em cena
  • Apresentação teatral do Auto do Boi, que é a parte encenada da brincadeira
  • Painéis formativos, com a equipe participando das formações oferecidas no evento

A apresentação cultural aconteceu no Multicenter SEBRAE, onde a feira foi realizada.

As apresentações no Centro Histórico e na Beira-Mar

Além da feira, o grupo aproveitou a viagem para gravar um videoclipe do Boi do Favela na capital.

As gravações aconteceram em dois cartões-postais de São Luís, o Centro Histórico e a Beira-Mar, perto do Monumento dos Três Pescadores.

O resultado dessas gravações está no vídeo abaixo.

O videoclipe gravado no Centro Histórico e na Beira-Mar de São Luís

A reação de quem viu o boi de Porto Franco

Dentro da feira, o grupo encontrou outras associações e pessoas que tocam projetos em áreas periféricas.

Mas o momento mais forte foi durante as apresentações. Muita gente parava para assistir e perguntava de onde aquele boi tinha vindo.

A resposta surpreendia. As pessoas ficavam admiradas ao saber que no interior do estado também existe uma tradição de bumba meu boi com aquela qualidade.

No Centro Histórico a cena se repetiu com turistas. Havia visitantes de outros municípios do Maranhão e estrangeiros, inclusive da Itália, que pararam para assistir, tirar foto e conversar com o grupo.

Para a maioria, a primeira vez com o boi na capital

Do grupo que viajou, duas pessoas nunca tinham ido a São Luís.

Entre os que já conheciam a cidade, apenas quatro já haviam se apresentado lá antes, e em outras modalidades, como a dança de rua.

Para os 12, foi a primeira experiência de apresentação de bumba meu boi em São Luís. Levar o boi do bairro Alto Bonito para o palco da capital era algo que o grupo nunca tinha feito.

Grupo do Boi do Favela posado em frente a um casarão de portas verdes no Centro Histórico de São LuísBatalhão do Boi do Favela em frente ao casario colonial do Centro Histórico de São LuísGrupo do Boi do Favela reunido em frente à fachada de azulejos do Centro Histórico de São Luís

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São Luís é a cidade do Mestre Favela

A viagem tem uma camada que só quem conhece a história do grupo entende.

São Luís é onde o Mestre Felipe Serrão, o Favela, morava antes de se mudar para Porto Franco. Foi ele quem trouxe o bumba meu boi para a cidade, e é dele que vem o nome do grupo.

O grupo não visitou lugares específicos ligados a ele. Mas a cidade, principalmente o Centro Histórico, trouxe muita referência e lembrança do Mestre Favela durante os dois dias.

De certa forma, o boi voltou para o lugar de onde partiu, levado por quem aprendeu com ele.

O que a viagem muda para a temporada de 2027

A principal mudança não foi técnica, foi de convicção.

A viagem reafirmou que a arte e o bumba meu boi feitos em Porto Franco não deixam a desejar em relação ao que acontece em São Luís ou em outros centros culturais do estado.

Ver a reação do público da capital confirmou o que o grupo já suspeitava sobre o próprio trabalho.

A experiência também reforçou o sentimento de pertencimento e a importância de continuar desenvolvendo espetáculos com a identidade do território e da comunidade, em vez de copiar o que vem de fora.

O que ficou além das apresentações

A viagem teve como foco a vivência cultural, as apresentações cênicas e os painéis formativos. Mas não foi só isso.

Foram dias em que o grupo esteve junto fora da rotina de ensaio, compartilhando experiência, fortalecendo vínculo e vivendo momentos de descontração.

E o material produzido ali, entre ensaio fotográfico e gravação de vídeo, foi depois divulgado nas plataformas da CIATDAL, ampliando o alcance do trabalho e levando a cultura de Porto Franco para públicos novos.

Perguntas frequentes sobre a viagem do Boi do Favela a São Luís

Quando o Boi do Favela se apresentou em São Luís?

Nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, durante a 12ª Feira do Empreendedor do Maranhão, no Multicenter SEBRAE. O grupo saiu de Porto Franco no dia 13 à noite e chegou à capital na manhã do dia 14.

Quantas pessoas da CIATDAL foram na viagem?

Foram 12 integrantes, sendo 10 do corpo de baile, o miolo e o marcador do Boi do Favela.

Quem bancou a viagem do grupo até a capital?

O SEBRAE Maranhão bancou a locação do ônibus e as vagas da viagem. A CIATDAL custeou a alimentação e a hospedagem do grupo.

O que é o Boi do Favela?

É o grupo de bumba meu boi da CIATDAL, em Porto Franco, no Maranhão. O nome é uma homenagem ao Mestre Felipe Serrão, o Favela, que levou a brincadeira de São Luís para a cidade.

O que significam miolo e marcador no bumba meu boi?

O miolo é quem fica dentro da armação do boi e dá vida ao animal. O marcador é quem comanda o ritmo e conduz a apresentação. Junto com o corpo de baile, formam o batalhão.

O grupo assistiu a outros bois em São Luís?

Não. A viagem aconteceu em agosto, fora do período da temporada de apresentações de bumba meu boi na capital, que se concentra em junho.

Como apoiar o Boi do Favela e a CIATDAL?

Qualquer pessoa pode apoiar financeiramente, ser voluntário, firmar parceria institucional ou levar o grupo para se apresentar na sua cidade. O contato mais rápido é pelo WhatsApp da instituição.

Leve o Boi do Favela para a sua cidade

O batalhão que se apresentou em São Luís é o mesmo que sai nas ruas de Porto Franco todo ano. Quer contratar uma apresentação, apoiar o grupo ou conhecer o projeto de perto? A nossa equipe está pronta para conversar com você.

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Boi do Favela, Bumba Meu Boi, cultura do Maranhão, Feira do Empreendedor, Mestre Favela, Porto Franco, São Luís, SEBRAE Maranhão
Foto de CIATDAL | Companhia de Teatro e Dança Arte Livre

CIATDAL | Companhia de Teatro e Dança Arte Livre

Transformando sonhos em arte desde 2004, a CIATDAL é uma organização cultural que atua com dança, teatro, leitura e ações de impacto social em comunidades da região Tocantina.

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